avacavoadora:

"Esse é o primeiro trabalho do Confuse-a-Cat Estúdios, a partir de um original de Windsor McCay de 17 de maio de 1908 (Leia o original aqui e o traduzido aqui). Para quem não sabe, Little Nemo está em domínio público e pode ser avacalhado e transformado (que nem eu fiz).
Aqui, virou o sonho do Geraldinho, muito antes de ele ter pesadelos com os engarrafamentos de São Paulo S/A. Aprendi com o Finegans Wake que a linguagem se transforma e se autoreferencia nos sonhos. Tem um pouco disso aí.
Agradecimentos a cowgirl Bianca, que me ajudou com os balões e letras.
Acionista - Windsor McCay
Windsor McCay é um dos maiores quadrinistas do universo e sua obra foi corrompida (e poluída) para figurar em nossa série.”
Lielson Zeni.

avacavoadora:

"Esse é o primeiro trabalho do Confuse-a-Cat Estúdios, a partir de um original de Windsor McCay de 17 de maio de 1908 (Leia o original aqui e o traduzido aqui). Para quem não sabe, Little Nemo está em domínio público e pode ser avacalhado e transformado (que nem eu fiz).

Aqui, virou o sonho do Geraldinho, muito antes de ele ter pesadelos com os engarrafamentos de São Paulo S/A. Aprendi com o Finegans Wake que a linguagem se transforma e se autoreferencia nos sonhos. Tem um pouco disso aí.

Agradecimentos a cowgirl Bianca, que me ajudou com os balões e letras.

Acionista - Windsor McCay

Windsor McCay é um dos maiores quadrinistas do universo e sua obra foi corrompida (e poluída) para figurar em nossa série.”

Lielson Zeni.

avacavoadora:

Pra não dizer que só reclamo dos motoristas.

Tava no metrô transontem quando rola um gritedo. Um cara (foco no celular), malomeno  2 metros, gritava com uma senhora, malomeno 70 anos, porque ela tinha empurrado aquele massa toda (“A física não permite, Arnaldo!”). O exagero do roteirista da vida foi enganchar à velhinha uma outra senhorinha (malomeno 90 anos) COM PROBLEMAS DE LOCOMOÇÃO. Quando a senhora reclamou com o MONTANHA de que ela só queria ir pra porta e ainda ajudava uma outra pessoa com deficiência. A resposta, foco no celular: “cada um com seus problemas”.

Achei uma espécie de mantra. Pode-se repetir isso até a humanidade toda ser extinta.

“cada um com seus problemas”

“cada um com seus problemas”

“cada um com seus problemas”

“cada um com seus problemas”

Lielson Zeni.

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Associado n.º 27: Douglas Docelino.

Douglas Docelino nasceu em 1984 e é ilustrador profissional desde 2011. Já produziu inúmeras ilustrações, como capas para Phorte Editora e Sistema Educar de Ensino, estampas para o portal Jovem Nerd e o site As Baratas.

avacavoadora:

carro paradinho
os pedestres pelo meio
300 km de samsara
— por Lielson Zeni.
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Associado nº 90.000: Francis Ortolan.
Francis Ortolan trabalha como ilustrador freelancer e faz quadrinhos por amor (e masoquismo). Ele publica a webcomic Maldita Karen e já publicou a Cosmopolia.

avacavoadora:

carro paradinho

os pedestres pelo meio

300 km de samsara

— por Lielson Zeni.

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Associado nº 90.000: Francis Ortolan.

Francis Ortolan trabalha como ilustrador freelancer e faz quadrinhos por amor (e masoquismo). Ele publica a webcomic Maldita Karen e já publicou a Cosmopolia.

São Paulo S/A - Feriado

avacavoadora:

Amigos, o Geraldo não vai parecer hoje. Segundo ele, via SMS:

image

(o Geraldo acha que abreviações e afins acabarão com a língua escrita. O homem é um foco de resistência.)

Ah, ele mandou uma foto de como tava a estrada (a câmera do celular dele não é muito boa):

image

Lielson.

avacavoadora:

Tenho um hábito de, uma vez por mês, quase ser atropelado (em cima da faixa de pedestres, faço questão) por algum motorista que achou que a relação “bater o carro e/ou matar uma pessoa” versus “ganhar 3 segundos” era equilibrada o bastante pra se ignorar o sinal vermelho. São tantos os adeptos, que só posso pensar que o errado sou eu, em insistir em atravessar as ruas em vez de permitir que os carros andem, rodem e balancem até a última tosse do motor.

Na penúltima vez eu gritei prum cara “o sinal tá fechado! Você não pode passar!”. Ele virou pra mim e mostrou o dedo. Achei deselegante.

Na última, nem me incomodei mais, mas pensei em duas coisas: 1) andar com uma pedra na mão e ameaçar o carro que vem pra cima de mim (nenhum motorista digno do nome vai pôr em risco (ao risco?) o capô do seu carro; 2) se em vez de cores verde: seguir; amarelo: vai parando; vermelho: parou muito (me parece importante explicar isso) os semáforos tivessem palavras? Mas nada óbvio do tipo SIGA e PARE; algo mais divertido tipo DALE, EITAPORRA, PRA QUE TUDO ISSO, OPA-OPA-OPA, POISINTÃO. Essa diversidade de significados obrigaria o motorista a pensar, arriscando acionar o raciocínio de alguns que desligaram o cérebro pra ver Transformers e nunca mais acharam a chavinha que liga. Talvez um pensamento mais consequente fizesse o trânsito mais seguro.

Ou pelo menos daria uma ótima cena em plongée de um pedestre atropelado com um semáforo piscando: VIVA A VAIA.”

Lielson Zeni

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Associada nº4: Fefê.

Fefê é uma catarinense que faz quadrinhos, bolos e música, às vezes simultaneamente. Ela também desenha a webcomic Gata Garota.

avacavoadora:

A primeira coisa que chamou nossa atenção (da Vanessa e a minha) é que o cartão de transporte público de São Paulo traz a seguinte advertência no verso: ‘Cuide-se: evite fumar e abusar de álcool e calmantes.’.

Brinquemos um pouco com essa frase e com a sua amplitude de sentido. Numa primeira leitura, posso dizer que os calmantes viciam tanto quanto (ou podem viciar, num termo mais otimista) tanto quanto bebida e cigarro. Outra leitura nos diz que os paulistanos consomem tantos calmantes quanto álcool e tabaco e precisam ser aconselhados a diminuir o trio todo. Especulando mais longe, o que o verso do cartão diz é: você vai se estressar tanto por aqui, que vai precisar se acalmar. Mas existem diversos métodos: um cigarrinho, uma cervejinha ou um calmantezinho pra dormir; agora, o importante é que você não abuse de nenhum deles, pois podem te fazer mal.

Parece que a meditação não tem contraindicações. Pelo menos até alguém meditar caminhando pelas ruas e morrer na contramão atrapalhando o trânsito.”

Lielson Zeni.

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Associado nº86: Liber Paz.

Liber Paz é professor, doutorando, quadrinista e procrastinador convicto.

avacavoadora:

“O carnaval acabou anteontem. E isso explica bem certinho porque o paulistano pensa em praia e engarrafamento ao mesmo tempo, ligação direta, termos indissociáveis. Sete vezes mais tempo que o normal pra fazer o mesmo caminho, quem não curte? Mas dizem que o mar e areia compensam, então tudo bem, tá valendo.
No dia 21 de março, temos mais um engarrafamento marcado, portanto, chegaí. A gente não vai sair daqui mesmo.
Ah, vale avisar que o personagem Popeye está em domínio público, portanto, aproveitem and make good art (ou, que nem eu, pelo menos tentem). E se alguém se interessar por fazer histórias com Geraldo, nosso motorista estressado, fique a vontade pra entrar em contato por email comigo. A gente conversa e engarrafa ele aqui em São Paulo S/A junto desses outros (e mesmos) Geraldos.”
Lielson Zeni.
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Associado nº44: Rafael Campos Rocha.
Rafael Campos Rocha é cartunista e ilustrador. seu trabalho pode ser visto no caderno ilustríssima, da Folha de São Paulo, entre outras publicações. é autor de “Deus, essa gostosa” pela Cia das Letras.

avacavoadora:

O carnaval acabou anteontem. E isso explica bem certinho porque o paulistano pensa em praia e engarrafamento ao mesmo tempo, ligação direta, termos indissociáveis. Sete vezes mais tempo que o normal pra fazer o mesmo caminho, quem não curte? Mas dizem que o mar e areia compensam, então tudo bem, tá valendo.

No dia 21 de março, temos mais um engarrafamento marcado, portanto, chegaí. A gente não vai sair daqui mesmo.

Ah, vale avisar que o personagem Popeye está em domínio público, portanto, aproveitem and make good art (ou, que nem eu, pelo menos tentem). E se alguém se interessar por fazer histórias com Geraldo, nosso motorista estressado, fique a vontade pra entrar em contato por email comigo. A gente conversa e engarrafa ele aqui em São Paulo S/A junto desses outros (e mesmos) Geraldos.”

Lielson Zeni.

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Associado nº44: Rafael Campos Rocha.

Rafael Campos Rocha é cartunista e ilustrador. seu trabalho pode ser visto no caderno ilustríssima, da Folha de São Paulo, entre outras publicações. é autor de “Deus, essa gostosa” pela Cia das Letras.

inspiringoddsnsods:

Jim Steranko’s “At the Stroke of Midnight” from Marvel Comics Tower of Shadows #1…I love everything about this story—the crazy amount of panels, the great Steranko art and Sam Rosen’s perfect lettering…

HQ de Jim Steranko!

(via arcaneimages)

avacavoadora:

"Pra ir da minha casa ao trabalho eu uso metrô e trem e passo maior parte do tempo desse trajeto dentro do transporte público (mais ou menos apertado dependendo de falhas no sistema). Ainda assim, eu caminho no total uns 15 a 20 minutos entre minha casa e a estação de metrô e a estação de trem e o meu trabalho. E hoje mesmo (eu contei) ouvi 6 buzinadas de motoristas irritados por estarem parados no trânsito. A fé de que buzinar vai resolver seu problema de locomoção beira o comovente.

A HQ de hoje veio numa época de poucas chuvas. Se você for buzinar, pense que está chamando chuva — vai que dá certo?”

Lielson Zeni.

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Associada nº 9: Bianca Pinheiro.

A Bianca desenha porque é a única coisa que ela sabe fazer. E faz quadrinhos porque gosta de inventar histórias. Ela também faz BEAR.

mais uma HQ minha!

New Jobs

nesse fanzine Dash Shaw mostra um traço grosso, usando bem do pequeno formato e das cores do papel das páginas que mudam durante a leitura. é o mesmo estilo que ele usou depois em 3 new stories e em New school.