avacavoadora:

O Confuse-A-Cat Estúdios vai até o ponto zero do conceito de São Paulo S/A e volta de lá com um/a foto-quadrinho, estrelando o Walmor Chagas como Geraldo. Todos as imagens são frames do enorme filme de Luís Sérgio Person (menos o cartaz cubano do Oliva e a propaganda de jornal), possibilitados por todos vocês que fazem a internet (seus lindo!). Vale citar também o trabalho de Leticia Kamada, de quem peguei umas imagens. Assistam essa obra-prima.

Lielson Zeni.

avacavoadora:

"Às vezes acho que já chegamos naquele ponto que uma pessoa no prédio reduzindo o banho não adianta, que um carro a menos não adianta. Mas aí eu lembro que uma pessoa a mais é tudo que falta pra mexer o trem, que se escreve com uma frase depois da outra, que foi uma palavra antes da outra e que foi uma letra antes da outra e que foi uma vibração sonora antes da outra. E que se devora o apatossauro daquele jeito: uma colherada por vez.”
Lielson Zeni.
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Associada n. 27: Germana Viana
 
mei-nerd mei-punk, casada com o nerd mais legal do mundo, humana de um felino possuído e já lia quadrinhos antes mesmo de saber ler. Quando virou gente grande, foi trabalhar com HQ, mas nos bastidores: ora como designer ora ajudando a agenciar artistas para o mercado norte-americano, daí, depois de anos resmungando porque nunca tinha feito suas próprias histórias, foi num FIQ, voltou cheia de coragem e PA-DAM: Lizzie Bordello e As Piratas do Espaço e Oceano de Brumas.

avacavoadora:

"Às vezes acho que já chegamos naquele ponto que uma pessoa no prédio reduzindo o banho não adianta, que um carro a menos não adianta. Mas aí eu lembro que uma pessoa a mais é tudo que falta pra mexer o trem, que se escreve com uma frase depois da outra, que foi uma palavra antes da outra e que foi uma letra antes da outra e que foi uma vibração sonora antes da outra. E que se devora o apatossauro daquele jeito: uma colherada por vez.”

Lielson Zeni.

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Associada n. 27: Germana Viana
 
mei-nerd mei-punk, casada com o nerd mais legal do mundo, humana de um felino possuído e já lia quadrinhos antes mesmo de saber ler. Quando virou gente grande, foi trabalhar com HQ, mas nos bastidores: ora como designer ora ajudando a agenciar artistas para o mercado norte-americano, daí, depois de anos resmungando porque nunca tinha feito suas próprias histórias, foi num FIQ, voltou cheia de coragem e PA-DAM: Lizzie Bordello e As Piratas do Espaço e Oceano de Brumas.

avacavoadora:

Entrei no Google Mapas e digitei faixa de gaza. Mudei para as fotos, mas elas não chegam perto o bastante e o homenzinho do Google não passeia por lá.

O Google Mapas não mostra foguetes do Hamas, o Google Mapas não mostra as chamas de Gaza.

Existe só uma ou outra foto despedaçada.”

Lielson Zeni.

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Associado n° 499: Zé Oliboni

Diletante Profissional, colaborador do Universo HQ. Quando não está preso no trânsito atualiza o blog com resenhas e dicas e publica pinturas no Como Viver Quando se é Infeliz. Curta a página no facebook e visite os blogs.

avacavoadora:

"O meio de campo brasileiro nessa Copa do mundo era um vazio, um vácuo, um buraco, uma fome. Era o espaço entre, de onde deveria se criar jogadas e conduzir a bola da defesa ao ataque. Despovoá-lo ou ocupá-lo com peças nulas é um erro tático primário da comissão técnica brasileira e, portanto, só pode ser proposital.

O que defendo aqui é que esse meio de campo esvaziado de sentido e forma, de conteúdo e de moral, de ética e estética é o mais profundo desejo de criar uma área livre de movimentação a ser usada por seres humanos (no caso, os adversários). E um sonho, um delírio desses, só pode surgir de uma antítese do congestionamento, das pistas cheias, dos carros apertados e que impedem o jogo do fluxo de acontecer.

Felipão, tendo no meio de campo da seleção da CBF seu avatar nos diz em mantra: andem, andem, andem, andem, andem, andem, andem.”

Lielson Zeni.

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Associado n°37: Jef

J. R. Bazilista(vulgo Jef) é escritor e quadrinista, corintiano e anarquista. Publica algumas coisas no http://hqtaxidermia.blogspot.com.br/. Acredita que “a Grande Graphic Novel” ainda não foi escrita e tem certeza que não será escrita por ele.

avacavoadora:

14:39, por Bianca Pinheiro
música: Get Me Away From Here, I’m Dying.
avacavoadora:

Mais uma da Confuse-A-Cat Estúdios! Um antigo cartaz de trânsito de São Paulo monty-pythonizado e com ajuda dos amigos Marinetti, Álvaro de Campor e Carlos Drummond de Andrade nos textos.
 
Semana passada, o Geraldo não teve condições de comparecer, abalado pela destruição de diversos carros por vândalos infiltrados entre os black blocs e aproveitou pra passar o feriado vendo os jogos da Copa e recuperar o fôlego.
 
Encerramos esse relatório com o poema do meu amigo Tony Fred:
“Oh! Bendito o que semeia Carros… carros à mão cheia… anda pelas ruas triunfais! O carro se indo n’alma É buzina — que tira a calma, É chuva — que não tem mais.”

Lielson Zeni.

avacavoadora:

Mais uma da Confuse-A-Cat Estúdios! Um antigo cartaz de trânsito de São Paulo monty-pythonizado e com ajuda dos amigos Marinetti, Álvaro de Campor e Carlos Drummond de Andrade nos textos.

 

Semana passada, o Geraldo não teve condições de comparecer, abalado pela destruição de diversos carros por vândalos infiltrados entre os black blocs e aproveitou pra passar o feriado vendo os jogos da Copa e recuperar o fôlego.

 

Encerramos esse relatório com o poema do meu amigo Tony Fred:


“Oh! Bendito o que semeia 
Carros… carros à mão cheia… 
anda pelas ruas triunfais! 
O carro se indo n’alma 
É buzina — que tira a calma, 
É chuva — que não tem mais.”

Lielson Zeni.

avacavoadora:

Caro Geraldo,
Sabia que você tem sorte de ser ficcional?
Sim, só os seres-ficção recebem cartas (e mandam também – não discutirei a ideia de personagem narrador e de que sempre atuamos etc – – pensa nisso quando tiver parado no trânsito, hehehehe). Mas é mais do que as cartas.
Sabe, Geraldo, mesmo preso no trânsito pra sempre (o que é um pouco menos que um paulistano fica), você não existe. Nunca vai acontecer com você o que eu vi hoje no terminal de metrô (fechado por causa da greve): um homem sendo atendido pelos bombeiros e assistido por umas 40 pessoas, ali entre a vida e a não-vida (eu uso hífens a despeito da gramática normativa: sim).
Você, Geraldo, até fica ali entre a ficção e a não-ficção, mas bem no fim, é mimese de algum nível.
Quando voltei nesse metrô (depois de passar em outros dois, também fechados, também greve) o homem não estava mais. Só seu corpo embrulhado num saco prateado. Do lado alguém colocou umas flores.
Mas não era. Era só um guarda-chuva florido. Do lado do pacote tamanho de homem, com um corpo sem homem dentro, um guarda-chuva estuporado.
A gente morre, Geraldo. Tu não!
Abraço!
Lielson Zeni
Dungeon Master da Confuse-A-Cat Edições
PS – lembrei de Uma vela pra Dario, do Trevisan. Leia!

avacavoadora:

Caro Geraldo,

Sabia que você tem sorte de ser ficcional?

Sim, só os seres-ficção recebem cartas (e mandam também – não discutirei a ideia de personagem narrador e de que sempre atuamos etc – – pensa nisso quando tiver parado no trânsito, hehehehe). Mas é mais do que as cartas.

Sabe, Geraldo, mesmo preso no trânsito pra sempre (o que é um pouco menos que um paulistano fica), você não existe. Nunca vai acontecer com você o que eu vi hoje no terminal de metrô (fechado por causa da greve): um homem sendo atendido pelos bombeiros e assistido por umas 40 pessoas, ali entre a vida e a não-vida (eu uso hífens a despeito da gramática normativa: sim).

Você, Geraldo, até fica ali entre a ficção e a não-ficção, mas bem no fim, é mimese de algum nível.

Quando voltei nesse metrô (depois de passar em outros dois, também fechados, também greve) o homem não estava mais. Só seu corpo embrulhado num saco prateado. Do lado alguém colocou umas flores.

Mas não era. Era só um guarda-chuva florido. Do lado do pacote tamanho de homem, com um corpo sem homem dentro, um guarda-chuva estuporado.

A gente morre, Geraldo. Tu não!

Abraço!

Lielson Zeni

Dungeon Master da Confuse-A-Cat Edições

PS – lembrei de Uma vela pra Dario, do Trevisan. Leia!

agentmlovestacos:

How awesome is thisssssss?

dethtron5000:

Color decompositions of comic covers. 

A few months ago Eric Hinton, a developer at the New York Times, spoke to the engineering team at Marvel about the Times’s Fashion Fingerprints project.  Earlier this week I got the opportunity to speak to the Times’s R&D group and blatantly stole their idea created these images as an homage to their work.

Each of these images represents a slice of comic covers (sourced from the Marvel Comics API). Each cover is reduced down to 64 colors and then arranged into a column representing the proportion of each color used in the cover.

  1. Current Hawkeye series
  2. Avengers vs. X-Men
  3. Civil War
  4. Current Captain America series
  5. All covers from 1960-1969
  6. All covers from 1990-1995
  7. All covers from 2010-2012
  8. All covers from Uncanny X-Men (1963-2012 series)

The last one shows the impact of printing technology - the covers go from a small number of bright colors to a larger number of muted colors over the course of the run.

(via guttersnipercomics)

avacavoadora:

"Esse é o primeiro trabalho do Confuse-a-Cat Estúdios, a partir de um original de Windsor McCay de 17 de maio de 1908 (Leia o original aqui e o traduzido aqui). Para quem não sabe, Little Nemo está em domínio público e pode ser avacalhado e transformado (que nem eu fiz).
Aqui, virou o sonho do Geraldinho, muito antes de ele ter pesadelos com os engarrafamentos de São Paulo S/A. Aprendi com o Finegans Wake que a linguagem se transforma e se autoreferencia nos sonhos. Tem um pouco disso aí.
Agradecimentos a cowgirl Bianca, que me ajudou com os balões e letras.
Acionista - Windsor McCay
Windsor McCay é um dos maiores quadrinistas do universo e sua obra foi corrompida (e poluída) para figurar em nossa série.”
Lielson Zeni.

avacavoadora:

"Esse é o primeiro trabalho do Confuse-a-Cat Estúdios, a partir de um original de Windsor McCay de 17 de maio de 1908 (Leia o original aqui e o traduzido aqui). Para quem não sabe, Little Nemo está em domínio público e pode ser avacalhado e transformado (que nem eu fiz).

Aqui, virou o sonho do Geraldinho, muito antes de ele ter pesadelos com os engarrafamentos de São Paulo S/A. Aprendi com o Finegans Wake que a linguagem se transforma e se autoreferencia nos sonhos. Tem um pouco disso aí.

Agradecimentos a cowgirl Bianca, que me ajudou com os balões e letras.

Acionista - Windsor McCay

Windsor McCay é um dos maiores quadrinistas do universo e sua obra foi corrompida (e poluída) para figurar em nossa série.”

Lielson Zeni.